Robótica e Industria 4.0 – Como Irão Salvar a Indústria Brasileira?

Robótica e Industria 4.0 – Como Irão Salvar a Indústria Brasileira?

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No cenário atual, percebemos que a evolução da tecnologia na sociedade vem acontecendo de uma forma muito veloz, e que a Indústria 4.0 e a Robótica estão evoluindo cada vez mais e se tornando mais presentes em nosso cotidiano. Mas qual será o futuro desses dois complexos assuntos? E melhor ainda, como elas irão salvar a indústria brasileira? Ficou curioso em saber mais sobre a Indústria 4.0 e a Robótica? Não se preocupe! A Facecontrol Automação e Robótica preparou um artigo repleto de conhecimento para você mergulhar neste mar da tecnologia. Aproveite sua leitura!

Esse artigo tratará dos seguintes assuntos:

 O que é a Industria 4.0 e a Robótica?

 Quais são os impactos da Indústria 4.0 e da Robótica?

 Industria 4.0 no Mundo

 Industria 4.0 no Brasil

 Como a Indústria 4.0 pode salvar a indústria brasileira?

 Seremos líderes ou escravos da Indústria 4.0?

 O futuro da Industria 4.0 e da Robótica

O que é a Indústria 4.0 e a Robótica?

Antes de prosseguir, vamos recapitular a definição da Indústria 4.0 e da Robótica:

 Indústria 4.0:  Podemos compreender a Indústria 4.0 ou a Quarta Revolução Industrial como o prosseguimento do aperfeiçoamento das máquinas, que começou na Primeira Revolução Industrial – um desenvolvimento que procede até os dias atuais. A Quarta Revolução Industrial trouxe um grande avanço na relação entre homem e máquina e teve sua primeira menção pública em 2011 na Feira de Hanover na Alemanha.

Ela presume que, ao associar máquinas, sistemas e ativos, as empresas podem criar redes inteligentes ao longo de toda a sua linha de produção. E, com isso, transformar o modo como máquinas se conectam e utilizam as informações para otimizar o processo de produção, controlando diversas ações de forma autônoma, ágil e econômica. Sistemas Cyber-Físicos, Inteligência Artificial, Big Data, Internet das Coisas, e Computação em Nuvem são alguns exemplos de tecnologias da Indústria 4.0.

No presente, a Indústria 4.0 é o que estimula uma série de recursos avançados no processo produtivo, trazendo um aspecto mais desenvolvido em relação ao uso da tecnologia, elevando assim, o modelo de automatização para um nível bem acima do que a indústria está habituada.

 Robótica: Robótica pode se resumir como a ciência responsável por criar tecnologias presentes em computadores, sistemas, softwares e robôs. O termo robô vem da palavra checa robota, que significa “trabalho forçado, servidão”. Já o termo robótica surgiu no começo do século XX, mas se popularizou apenas em 1950. E o motivo disso foi o lançamento do livro “Eu Robô”, do autor Isaac Asimov. O livro questionou muitos leitores sobre a relação entre homens e máquinas.

Resumindo, robôs são máquinas computadorizadas que produzem ações a partir de comandos dados, com o propósito de facilitar certos trabalhos dentro de nossa sociedade. Um robô é um sistema integrado composto por sensores, manipuladores, sistemas de controle, fonte de energia e um software, os quais trabalham juntos para realizar uma tarefa.

Desde a Primeira Revolução Industrial, robôs e outras máquinas são utilizados para aumentar a produtividade das empresas. Desta forma, os robôs industriais começaram a ter suas primeiras aplicações. Posteriormente, a evolução e as transformações não pararam e, hoje em dia, essas tecnologias prosseguem aprimorando a qualidade de inúmeros produtos.

Quais são os impactos da Indústria 4.0 e da Robótica?

Precisamos analisar quais são os impactos da Indústria 4.0 e da Robótica e como elas podem mudar as relações, tanto comerciais como pessoais, no mundo globalizado. Esses dois conceitos pretendem revolucionar o modo como os processos industriais são desenvolvidos. Por isso, é preciso saber lidar exatamente com essa realidade que já faz parte do futuro da humanidade. Assim, a seguir, veremos alguns impactos da Indústria 4.0 e da Robótica para você entender quais serão os reflexos delas no futuro. Acompanhe!

Impactos Positivos:

 O que mais gera polêmica na Indústria 4.0 sem dúvidas é o impacto no número de empregos. Os debates têm sido reunidos por aqueles que acreditam em oportunidades de novos empregos com a tecnologia e aqueles que preveem a substituição da mão de obra e o desaparecimento de postos de trabalho. Para analisar esta hipótese veremos um exemplo. O Japão é um país onde o desemprego atingiu 3% em agosto de 2020.  Esse é também o mesmo país que está na lista dos mais robotizados do mundo, com 306 robôs para cada 10 mil trabalhadores em 2010, segundo a Federação Internacional de Robótica (IFR, na sigla em inglês). Agora veremos o nosso país, o Brasil, é um país pouco industrializado se comparado ao país citado acima, e mesmo assim, a taxa de desemprego subiu para 13,8% no trimestre de maio a julho de 2020, atingindo 13,1 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Através deste exemplo, percebemos que os robôs impactam positivamente no número de empregos.

 Com a implementação do sistemas cyber-físicos, as fábricas ficarão mais inteligentes, desse modo, a infraestrutura conseguirá estabelecer contato com a cadeia de fornecedores e clientes, tendo assim, uma demanda mais sincronizada, desse jeito, a realidade da Indústria 4.0 também traz impactos positivos para o público consumidor, que terá maior acesso a produtos personalizados, de qualidade e a um custo menor.

Com a otimização da Indústria 4.0, a empresa que tem o uso de dispositivos inteligentes, terá tempo de inatividade quase zero, já que as máquinas não precisam de descanso como os humanos, oferecendo maior número de produção, mais facilidade e menor custo, não necessitando da mão de obra humana.

 A Robótica é essencial para aplicar práticas que aumentam a segurança de todos. A utilização de máquinas e robôs possibilitou a criação de processos mais rápidos e eficientes. Contudo, os robôs são programados para trabalhar por períodos maiores, sem que a qualidade da produção seja afetada.

 Muitas atividades são extremamente repetitivas. Caso um operador humano seja escalado para realizá-la, há grandes chances de ele ficar estressado e desconfortável, assim, o trabalho será mal feito e a empresa sairá prejudicada. Além disso, há o risco de pessoas desenvolverem lesões e outros problemas de saúde. Já com as máquinas, não há esses riscos.

Impactos Negativos:

 A distribuição do poder das tecnocratas pode ser um impacto negativo da Indústria 4.0, aqueles que detém o conhecimento técnico a respeito das novas tecnologias

 As inovações podem ser usadas para fins nobres, mas também para subjugar nações inteiras economicamente, acabando com seu mercado interno.

 Outra questão que deve ser mencionada é a utilização da inteligência artificial para fins escusos, como golpes, guerras e fake news (esse último um problema bastante em popularidade atualmente).

Indústria 4.0 no Mundo

Segundo um estudo da escola de negócios IMD, juntamente com as empresas de supply chain na Europa, os cinco básicos fatores críticos para o bom desempenho dos negócios até 2020 são elementos convencionais, como estratégia e integração, vendas e operações, agilidade, eficiência e gestão.

A partir de 2020, as perspectivas mudam. Inteligência de dados, digitalização da cooperação entre fornecedores e parceiros, Internet das Coisas e Inteligência Artificial passam a ser preferências das empresas do segmento.

Mais de 50% das empresas na China, Estados Unidos e União Europeia já estão adaptadas à Indústria 4.0, enquanto em alguns países como Israel e Alemanha, esse percentual supera os 15%.

Indústria 4.0 no Brasil

Esse movimento de modernização da indústria ainda está em um estágio inicial no Brasil. Muitas empresas nacionais, ainda permanecem com os tradicionais modelos de produção, pouco sofisticados e dependentes de processos manuais e interferências humanas. A indústria brasileira ainda demonstra relutância em adquirir novas tecnologias, esbarrando em barreiras burocráticas, falta de informação e receio de mudanças.

No entanto, uma pesquisa da Fiesop feita com empresas, indica que o grau de conhecimento com foco industrial no conceito de Indústria 4.0 está em uma crescente. Muitos gestores já mudaram seus pensamentos e atualmente, já enxergam esse movimento como uma oportunidade, e não como risco.

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) mostra que o total de empresas no Brasil que adota as tecnologias da Indústria 4.0 é de apenas 2%. Segundo especialistas da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a aderência à indústria 4.0 acontecerá de maneira gradual: estima-se que em 10 anos,  15% das empresas do setor de manufatura já tenham esse conceito adotado em suas atividades.

Reconhecendo a importância do tema, o Governo Federal juntamente com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), e em parceria com  a Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) lançaram a Agenda Brasil  para a Indústria 4.0, um conjunto de iniciativas que procuram promover o desenvolvimento da Indústria 4.0 no país. O propósito é oferecer condições para que os empresários dispostos alcancem a transformação digital, aumentando a competitividade da indústria nacional.

Como a Indústria 4.0 pode salvar a indústria brasileira?

A pandemia do coronavírus causou uma crise que está provocando um verdadeiro estrago na indústria brasileira. Com boa parte do comércio de portas fechadas, a demanda pelos produtos despencou. Unido a isto, existe a grande dificuldade de conseguir insumos e matérias-primas nacionais e principalmente importadas devido às restrições logísticas e a alta do dólar.

Diante dessa situação, inovar parece ser a única saída para a sobrevivência de muitas indústrias nacionais.

Então, a chamada Indústria 4.0 deves finalmente despertar o interesse nos empresários brasileiros. Essas tecnologias trazem inúmeras oportunidades para a geração de valor aos clientes e um aumento significativo de produtividade.

Cabe destacar ainda que o conceito de Indústria 4.0 não é restrito apenas às indústrias. Diversas empresas dos segmentos de comércio e serviços, também vem adotando as tecnologias da Indústria 4.0. Outro ponto importante é que não necessariamente a adoção ao conceito de Indústria 4.0 está ligada a altíssimos investimentos. Muitas dessas tecnologias têm baixo custo e promovem grandes ganhos de produtividade, eficiência e até em segurança da informação. A grande questão está em fazer uma implementação adequada e inteligente das tecnologias certas para cada tipo de operação.

É claro que ainda é muito cedo para compreender os verdadeiros impactos da pandemia no médio e longo prazo, mas o que as crises anteriores mostram é que o período subsequente tende a ser de um grande impulso de inovação e progresso. Foi assim com outras pandemias e até com as guerras.

De modo geral, a recuperação das indústrias brasileiras passará pela busca por mais agilidade, inovação e valor agregado. Além disso, a redução de custos, a otimização dos processos e a minimização dos erros e desperdícios pode fazer com que as nossas indústrias tenham muito mais condições para aumentar a vantagem competitiva. Só assim daremos um salto rumo ao progresso que as indústrias do país necessitam.

Seremos líderes ou escravos da Indústria 4.0?

Ir ao mercado e passar as compras em um caixa automático, ir ao banco e resolver todas as pendências no caixa eletrônico ou até mesmo pelo aplicativo de celular, fazer uma ligação para a central de uma empresa e ser atendido por um robô. A cada dia que passa, essas atividades ficarão mais comuns. Trabalhos que antes eram feitos por funcionários agora são realizados por máquinas.

De acordo com uma análise feita pela consultoria Ernst & Young, com base em diversos estudos, até 2025 um em cada três postos de trabalho deve ser substituído por tecnologias inteligentes. O estudo prevê que, em nove anos, poderá haver extinção de profissões operacionais e repetitivas, como operadores de máquinas e de telemarketing, caixa de bancos e mercados, motoristas de transportes e diversas outras profissões. Todavia, muitas profissões que lidam diretamente com tecnologia de ponta terão maior demanda, como designer especializado em impressão 3D e designer de realidade virtual.

Pensando nisso, eu lhes pergunto: em uma sociedade onde o avanço tecnológico é tão veloz, iremos competir com os robôs? Seremos multiprofissionais para garantir nosso espaço no mercado e trabalho? Ou estaremos diante do fim do mundo do trabalho? Calma! Já teremos essas respostas.

A Quarta Revolução Industrial traz ambientes amplamente automatizados, operados por robôs e conectados a dispositivos inteligentes que são capazes de interagir e cooperar com pessoas, máquinas e sistemas elevar. Em uma das fábricas da BMW, em Leipzig na Alemanha, os mais de mil robôs realizam o processo de produção do primeiro modelo elétrico da marca e os funcionários acompanham tudo à distância pelas telas de computadores, segundo informações divulgadas pela própria montadora. “Uma fábrica de automóveis pode ser até 95% automatizada. E isso significa que o trabalho humano é absolutamente residual, ele fica para os detalhes, que é a supervisão das máquinas. O trabalho mesmo, que é parte do processo produtivo, é praticamente inexistente. E isso vai ser aplicado para todos os tipos de indústrias. É a grande novidade da tal revolução”, retrata Menegat. E destaca: “Já é possível colocar no interior da memória de uma máquina a realidade fora dela em tempo real. Toda fábrica pode funcionar sem nenhum trabalhador, apenas sendo acompanhada pela tela de um computador”.

A automatização acontece por meio de sistemas que envolvem Internet das coisas e computação em nuvem, ou seja, que combinam máquinas com processos digitais mediante a ligação do maquinário à rede de computadores. Assim, será preciso gerenciar todos estes processos, algo que continuará nas mãos dos humanos.

Em resumo, quando olhamos para a nossa realidade, percebemos que máquinas e homens devem trabalhar lado a lado, em prol da qualidade de vida de todos.

O futuro da Industria 4.0 e da Robótica

Depois de toda essa explicação, o FUTURO merece um pouco de destaque. O que está previsto para o nosso querido futuro? Veremos a seguir.

A tendência natural é que, em um futuro breve, todas as indústrias vão operar com ferramentas de alta tecnologia. A automação dos processos por meio de inovações como a internet das coisas, robôs inteligentes, análise de dados e soluções em nuvem já estarão bombando no movimento industrial.

A demanda por serviços de TI, operação de sistemas fabris, controle de qualidade, deverá crescer, bem como o nível de exigência em relação aos empregados, que devem adaptar-se a esta revolução tecnológica para garantir sua atuação no mercado de trabalho. Mas qual seria a chave para os profissionais que enfrentam uma modificação de rota por conta dessas inovações? A saída é um preparo tecnológico na base educacional, procurando entender como será a realidade em um mundo movido por esses novos processos industriais, adaptando-se a eles.

Estima-se, a falta de mais de 200 milhões de trabalhadores qualificados no mundo, nos próximos 20 anos. Técnicos deixarão de exercer trabalhos repetitivas, como o encaixe de uma peça num automóvel ou num celular, por exemplo. Mas Isso não significa, que os funcionários serão eliminados das linhas de produção. Estes ficarão concentrados em tarefas estratégicas e no controle de projetos.

Diante desses milhões de empregos desaparecendo, outras profissões vão surgir. Porém, seria um erro imaginar que pessoas que atuam em serviços com baixa qualificação possam se encaixar nesses empregos do futuro, que exigirão preparo e expertise de alto nível.

Nesta circunstância, acredito que o “empregado do futuro” precisará adaptar-se a novas tecnologias e novos formatos de trabalho. Aqui vai uma boa dica: comece a preparar-se desde já, com cursos e treinamentos que tenham como foco o aprimoramento profissional voltado à tecnologia e até mesmo ao desenvolvimento da carreira em novas áreas de trabalho.

É fato que computadores fazem análises de dados mais aprimorados que nossos cérebros. Mas eles não possuem a capacidade de refletir. Muitos dos atuais problemas que temos na humanidade são mais éticos, de moral e de responsabilidade do que técnicos. O mundo atualmente pede análise, mas futuramente pedirá reflexão.

Em síntese, está chegando o momento em que teremos um computador tão inteligente quanto nós e máquinas produzindo bens que nos encantarão cada vez mais. Porém, elas não se tornarão conscientes, ou seja, não poderão sentir. E se é isso o que vai nos diferenciar dos robôs e computadores, temos que desenvolver mais a consciência humana. O profissional do futuro é o ser humano do futuro. Pense nisso: como você quer que o futuro esteja daqui alguns anos?

 CONCLUSÃO:

A partir do que foi abordado neste artigo, é possível concluir que a Indústria 4.0 e a Robótica podem até demorar para se alastrar completamente pelo Brasil. Mas elas já estão aí. Isso é uma tendência global implacável: as máquinas serão cada vez mais inteligentes e os processos de produção continuarão se alterando. Em vez de temer a tecnologia, é melhor você se antecipar aos desafios que a nova realidade vai trazer e pensar em diferentes maneiras de potencializar seus impactos positivos. Espero ter ajudado você a aprender um pouco mais sobre estes dois assuntos. É sempre bom ampliar nossa gama de conhecimentos! Ficou com alguma dúvida sobre a indústria 4.0 ou sobre a Robótica? Acesse outros artigos de nosso site  ou entre em contato conosco pelo formulário de Entre em Contato , pelo telefone 54 3419-6855 ou então pelo nosso WhatsApp, Facebook, Instagram  ou Linkedin para descobrir como podemos ajudá-los. Nossa equipe ficará feliz em solucionar seus problemas!

 FONTES DE PESQUISA:

TOTVS: Indústria 4.0: afinal, você sabe realmente o significado? – 

TOTVS: Impactos da indústria 4.0: os reflexos nos negócios e na sociedade  

BrazilLAB: A Indústria 4.0 já é realidade, e vai revolucionar o setor de GovTechs   

Eletrogate: O que é Robótica: conceito, história e evolução 

Wikipédia, a enciclopédia livre: Indústria 4.0

FIA: Indústria 4.0: o que é, consequências, impactos positivos e negativos [Guia Completo]

UCL: O que é robótica e por que você precisa se importar?

EPSJV: Seremos líderes ou escravos da Indústria 4.0?

Diário do Comércio: O futuro do trabalho com a Indústria 4.0

Distrito: Indústria 4.0: características e tendências do setor no Brasil para corporações

IND 4.0: Como a Indústria 4.0 pode salvar a indústria brasileira?

Geofusion: Indústria 4.0 no Brasil: Conheça a situação atual e perspectivas de futuro.com

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